Amanhã, o próximo hoje

De volta ao nosso assunto...

Iniciando uma conversa informal, leve e descontraída, entre amigos que gostam de estar juntos e que confiam um no outro. Basta ser uma conversa divertida e o resultado será satisfatório,  com suave reorganização das nossas energias psíquicas. Mas que seja uma brincadeira para  adultos, para adultos neuróticos  especificamente.

Se você brincou de esconde-esconde quando era criança, saberá como experimentar alegremente a emoção de garimpar  respostas  para as perguntas que te afligem. Melhor de tudo é descobrir que as  respostas se escondem dentro de você.

Brincar é um recurso pedagógico muito bacana, definitivamente essencial para a construção de personalidades bem estruturadas. Brincando, nós conseguimos compartilhar secretos temores, administrar ocultas inseguranças, confrontar amargas verdades a nosso respeito, mas principalmente  descobrir habilidades mágicas que eclipsamos ao longo da vida e que  deixamos de lado, por descrédito ou desesperança. Talvez por falta de tempo para exercer esses talentos, talvez porque era mais urgente trabalhar e ganhar o pão de cada dia. 

Mas nossos dons estão aí guardados, dentro de nós, ansiando por pular no nosso colo e mostrar ao mundo que somos mais do que um rostinho bonito.

Que tal começar pelas suas virtudes?

Parece que nossa capacidade lúdica fica prejudicada a partir da primeira infância pela "necessidade" de se levar a vida à sério, de construir um patrimônio, casar-se,  ter prole, deixar um legado... Vencer na vida, como se diz.

Tudo certo com organização e método, mas nos dias atuais parece que as crianças vêm sendo submetidas a uma experiência antropológica que visa à obtenção do maior índice possível de desempenho e aproveitamento  daqueles bens de consumo que os convênios de saúde chamam de vidas. Parecem atletas anônimos, tal a agenda apertada a que são submetidas.

Esta visão, a meu ver distorcida,  resulta do convencimento de que o dia de amanhã deve ser priorizado em detrimento do hoje. O tempo parece andar cada vez mais rápido, e não participar da grande corrida para o sucesso não é uma possibilidade nestes dias atuais.

Como todos sabemos, o amanhã jamais haverá de chegar. O tempo é uma sequência ininterrupta de hojes.

Amanhã é apenas o próximo hoje.  



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