Correndo atrás do prejuízo
Brincadeira de adultos: hobbies, esportes e sexo; a ordem pode ser invertida a seu gosto. Tudo correu bem até que se inventaram as competições, pondo fim à descontração, objetivo inicial dessas atividades: divertir-se e ter prazer.
Surgem novos modos, regras, que passam a determinar como se joga, como se brinca, o que fazer para aumentar o rendimento dos participantes. O desfrute da caminhada perdeu sua importância, agora o prazer ficou restrito à linha de chegada. Parece que tudo na vida se transformou em uma insuportável competição. O segundo lugar nunca será bom o suficiente. Como em um jogo de xadrez é preciso antecipar-se ao "oponente". O importante já não é competir, mas ganhar.
Percebe-se, nestes casos, um apetite insaciável por técnicas de aprimoramento das atividades lúdicas. O aprendizado, antes obtido na degustação destas atividades, torna-se um bom-bocado que a nossa ansiedade precisa consumir com sofreguidão.
Trabalho e lazer se misturam na auto pista... já não importa o que fazemos, seja lá o que for precisa ser feito rapidamente e com ares de expertise.
Atualizar-se é preciso, sem dúvida, faz parte do desenvolvimento humano, mas a quantidade atual de informação e a velocidade com que ela invade nossos cérebros, acaba por nos estressar, aumentando o desgaste mental e a ansiedade, além de ser um prato cheio para as manifestações neuróticas. Vide síndrome do pensamento acelerado (Dr. Augusto Cury).
Um exemplo de tal disparate é o imperativo corriqueiro que estamos nos acostumado a ouvir: essa tarefa é pra ontem.
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